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26/05/2021 Senar-RS treina profissionais para o programa Duas Safras Capacitação on-line está sendo feita por especialistas da Embrapa Trigo O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) e a Embrapa estão articulados como parte de um projeto que promete gerar renda aos agricultores ao mesmo tempo em que pode expandir os negócios da suinocultura e da avicultura, além da pecuária de corte e de leite. É o projeto Duas Safras, que visa incentivar, dentre algumas alternativas, o plantio de culturas de inverno não apenas para a venda de grãos, mas para a alimentação animal.
Desde a semana passada, 100 profissionais das empresas que se relacionam com o Senar-RS - entre professores, instrutores, técnicos e supervisores de campo - estão recebendo treinamento on-line da Embrapa Trigo, de Passo Fundo. A capacitação visa repassar as mais modernas tecnologias para o manejo de culturas como o trigo, principal cultura do inverno gaúcho, além de cevada, centeio, triticale e aveia.
Um dos objetivos do Duas Safras, projeto capitaneado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Associação de Brasileira da Proteína Animal (ABPA), junto com uma série de outras entidades e empresas, é explorar áreas que no inverno que não estejam envolvidas com a produção de grãos. E a colheita serviria para resolver dois problemas. Um é a dificuldade de alimentar o rebanho bovino no verão com forragens conservadas, quando a atividade perde área para o plantio de soja. A outra é o déficit de aproximadamente 9 milhões de toneladas de milho, principal fonte energética de aves e suínos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Segundo o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, o Rio Grande do Sul tem pelo menos 5 milhões de hectares disponíveis atualmente. Desses, pelo menos 1 milhão de hectares são áreas destinadas ao arroz que estão em período de descanso entre ciclos produtivos. Esses espaços poderiam ser usados no cultivo de milho. A Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, desenvolve técnicas de manejo do solo mais úmido para a adaptação do grão. 
"E encontramos na Embrapa Trigo a possibilidade de usar mais de 4 milhões de hectares que o Estado tem e que, no inverno, viram pastagem ou cobertura vegetal para esperar a soja. Elas poderiam ser empregadas em culturas de inverno. A cultura chefe é o trigo, que este ano vai plantar 1 milhão de hectares, mas poderia expandir para 1,5 milhão, 2 milhões, porque há espaço para ampliar a lavoura de inverno. Mas também pode ser usada no plantio de cevada, centeio, triticale, aveia", completa Condorelli.
A Embrapa Trigo trabalha no desenvolvimento de cultivares adaptados à fabricação de ração, substituindo o milho na alimentação de aves e suínos. Mas também é possível que alguns desses cereais sejam usados para a produção de forrageiras conservadas, principalmente na forma de silagem. 
A aquisição desses grãos será feita pela indústria, mas, conforme Condorelli, a Farsul está se articulando com entidades veiculadas a ABPA e a associações de produtores de aves e suínos para que acenem com programas de aquisição e canais de comercialização desses produtos. "A intenção é incentivar o produtor, mostrando caminhos técnicos para produzir grãos que não estão no mercado, assim como identificamos dificuldade na pecuária. Queremos que ele venda", comenta o superintendente.
O treinamento dos profissionais ligados ao Senar-RS terá carga horária total de 16 horas, divididas em quatro encontros. Para setembro, ainda está previsto um Dia de Campo, se as condições sanitárias da pandemia permitirem. O início do projeto ainda deve ser definido.

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